Wgleiston transforma o paisagismo em Jataí com foco no cliente e na apresentação visual de projetos
Autor: Brenda de Melo Esteves - Data: 17/04/2026
Em Jataí, onde o clima seco e o sol intenso moldam não apenas a paisagem, mas também o modo de viver, o paisagista Wgleiston Lopes Silva construiu uma trajetória que mistura herança familiar, coragem empreendedora e uma relação profunda com a natureza. À frente da empresa Di Jardim, ele transformou a paixão pelas plantas em um negócio que hoje atende desde pequenos jardins residenciais até projetos mais elaborados, sempre com foco na experiência do cliente.
A história de Wgleiston no paisagismo começou cedo, ainda na adolescência, quando passou a ajudar o pai, jardineiro na cidade. O contato diário com a terra, as plantas e os desafios práticos do ofício foi moldando seu olhar e despertando um interesse que, com o tempo, se tornaria vocação. Foram anos de aprendizado empírico até que, por volta de 2016, ele começou a atuar diretamente com montagem de jardins e paisagismo, aprofundando o conhecimento técnico sobre espécies, adaptação e composição. A abertura da própria loja, em 2023, marcou um ponto de virada: mais do que executar projetos, ele passou a construir uma marca.
A Di Jardim atua principalmente na criação de projetos paisagísticos e na venda de plantas e elementos decorativos. O estilo dos jardins varia conforme o perfil do cliente, mas acompanha uma tendência crescente na região: espaços mais densos, com volume e predominância de vegetação, substituindo composições mais mineralizadas com pedras. Em uma cidade onde o paisagismo é culturalmente valorizado, mesmo em terrenos compactos, o desafio está em adaptar estética e funcionalidade às condições climáticas do Cerrado.

O mercado local, embora promissor, exige conhecimento técnico e capacidade de adaptação. A alternância entre períodos de chuva e longos meses de seca, somada à baixa umidade, impõe limites claros ao paisagismo. Nesse contexto, a irrigação deixa de ser um diferencial e passa a ser, muitas vezes, uma necessidade. Ainda assim, Wgleiston observa que muitos projetos são iniciados sem esse planejamento, o que compromete o resultado final. Para ele, pensar o paisagismo sem considerar a irrigação é um risco, especialmente em regiões onde a manutenção manual se torna inviável na rotina acelerada dos moradores.
Na condução do negócio, Wgleiston mantém uma característica marcante: o contato direto com o cliente. É ele quem realiza as visitas, entende as demandas, desenvolve os projetos e conduz as negociações. O processo de venda, segundo ele, começa muito antes do orçamento. Envolve escuta, interpretação de gostos e, principalmente, a capacidade de traduzir expectativas em imagens concretas.
Foi nesse ponto que o PhotoLANDSCAPE passou a desempenhar um papel decisivo em seu trabalho. A ferramenta permite criar fotomontagens realistas dos projetos, facilitando a compreensão do cliente e aumentando significativamente as chances de fechamento. Em um mercado onde a visualização é determinante, apresentar o resultado antes da execução reduz incertezas e fortalece a confiança. Wgleiston relata que a grande maioria dos projetos apresentados dessa forma é aprovada, com ajustes pontuais relacionados a custos ou espécies.
Mais do que uma ferramenta de apresentação, o software se tornou parte da estratégia comercial. Ao mostrar ao cliente como o espaço pode se transformar, ele não apenas vende um jardim, mas uma experiência futura. A imagem deixa de ser um complemento e passa a ser o centro da decisão.
Ele (PhotoLANDSCAPE) me ajuda muito nessa questão porque, como a grande maioria das pessoas é visual, a gente tenta mostrar como vai ficar pronto. Quando fazemos a visita técnica na casa do cliente, eu já tiro algumas fotos e falo que vou fazer um esboço para ele ter uma noção de como fica. E apresento a opção de fazer o projeto. Se a pessoa aceita, a gente cobra esse serviço, porque tem um custo, e então faz o projeto e envia para ela. Depois, em cima disso, a gente monta o orçamento. Ela também tem a opção de mudar as plantas. Se não gostar de alguma, a gente faz a troca dentro do próprio projeto. Depois vem a parte do orçamento, baseada no projeto que foi feito. Hoje, mais de noventa por cento das pessoas são visuais, então precisam ver para entender. Muitas vezes a gente explica várias vezes e ainda assim fica difícil. Eu uso bastante mostrar fotos no celular durante a conversa, vou explicando, mas mesmo assim nem sempre a pessoa consegue imaginar. Com o projeto, fica muito mais fácil. Sinceramente, mais de noventa por cento dos projetos que eu fiz a gente conseguiu fechar por conta de ter ele (PhotoLANDSCAPE).


Apesar das facilidades tecnológicas, os desafios do setor permanecem. A concorrência em Jataí é equilibrada, com diversas empresas atuando no mesmo segmento, mas o principal obstáculo ainda está na percepção de valor do cliente. Muitos ainda subestimam o trabalho envolvido no paisagismo, o custo das plantas e a importância da manutenção. Soma-se a isso a escassez de mão de obra qualificada para cuidar dos jardins após a implantação, o que pode comprometer projetos bem executados.

As tendências atuais, segundo Wgleiston, apontam para jardins mais naturais, com maior diversidade de espécies e foco em plantas resistentes. A busca por soluções práticas, que exijam menos manutenção e se adaptem melhor ao clima local, tem guiado tanto profissionais quanto clientes. Ao mesmo tempo, há um movimento de experimentação, com testes constantes de novas espécies no viveiro, ampliando as possibilidades dentro das limitações do ambiente.
Entre os projetos realizados, um em especial sintetiza sua abordagem. Inspirado no conceito de resort, o jardim foi desenvolvido para um cliente que desejava transformar diferentes áreas da casa em espaços integrados pela vegetação. Mesmo com dimensões reduzidas, o projeto explorou densidade, circulação e sensações, criando um percurso imersivo entre as plantas. A escolha das espécies, feita em conjunto com o cliente, buscou equilibrar estética e resistência. O resultado é um espaço vivo, em constante evolução, que mantém sua essência ao longo do tempo.






Para quem deseja ingressar no paisagismo, Wgleiston defende uma formação baseada na prática. Mais do que cursos, ele acredita na vivência direta com plantas e clientes como principal fonte de aprendizado. Trabalhar em viveiros, acompanhar execuções e entender os erros e acertos do dia a dia são, para ele, etapas fundamentais na construção de um profissional sólido.
Ao olhar para sua própria trajetória, da adolescência ajudando o pai à consolidação de um negócio próprio, Wgleiston reconhece os desafios, mas também o retorno emocional da profissão. Para ele, o paisagismo vai além da estética: trata-se de transformar espaços e impactar a forma como as pessoas vivem e se relacionam com o ambiente.
No fim, a resposta à pergunta que muitos iniciantes fazem é direta, mas carregada de significado: vale a pena ser paisagista. Não apenas pelo retorno financeiro, mas pela possibilidade de criar vida onde antes havia apenas espaço.
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