Arboreto do Jardim Botânco RJ

Autor: Regina Motta - Data: 01/12/2014

A paisagem heterogênea que é o arboreto do Jardim Botânico reflete as inúmeras intervenções históricas, de homens que desejaram transformar a instituição em um centro de reprodução e propagação de modelos de abordagem agronômica, botânica ou conservacionista. Nos primórdios da instituição, seus dirigentes se ocuparam em padronizar condutas para a aclimatação e propagação de plantas úteis para o homem.
Depois se seguiu um longo período em que a prioridade no arboreto passou a ser a busca da melhor forma de transformar a coleção de plantas em uma coleção científica especialmente dedicada a atender a pesquisas em taxonomia e atividades educacionais para o reconhecimento da diversidade vegetal.



A área cultivada abriga hoje, fora das estufas, cerca de 9 mil exemplares botânicos pertencentes à cerca de 1500 espécies. Nos canteiros predominam espécies de porte arbóreo, sendo Leguminosae, Arecaceae, Myrtaceae e Bignoniaceae as famílias botânicas mais bem representadas, sendo apenas 30% deste quantitativo representante da flora nacional.



Já nas estufas e nas coleções temáticas como um todo essa realidade se inverte. A título de exemplo, podemos citar as coleções de orquídeas e de bromélias que juntas somam mais de 8 mil vasos e mais de 1000 espécies, a maioria absoluta brasileira e obtida em expedições botânicas realizadas por pesquisadores da casa nos últimos 30 anos.

Pérgulas e caramanchões encontram-se distribuídos ao longo do arboreto, sustentando um conjunto de trepadeiras que representam uma parte importante da coleção científica, pois existe grande riqueza de dados armazenados nos arquivos da instituição sobre as mesmas. Bignoniaceae, Passifloraceae e Convolvulaceae são as famílias de trepadeiras que merecem maior atenção, pois muitos exemplares hoje vivos no arboreto foram alvos de estudos taxonômicos de Barbosa Rodrigues e de outros importantes botânicos, sendo alguns os próprios exemplares typus de espécies novas descritas à época.

Essa importância científica em função da abundância de dados e registros e da eventual presença de exemplares typus de certos grupos de plantas pode ser atribuída a algumas outras sub-coleções, por exemplo: palmeiras (família Arecaceae), acantáceas (família Acanthaceae) e figueiras (família Moraceae).
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1 - Autor: Adolfo Müller - Data: 20/12/2014 17:29:31

Quem, da mesma forma que eu, teve o privilégio de ver na natureza, exemplares da belíssima orquídea laelia purpurata sanguinea mentzii e, hoje, apenas a vê em viveiros comerciais pelo seu valor comercial. Fico pensando nas espécies de interesse tão-somente científico, sem a existência de lugares como os descritos na importante e, como sempre, bem escrita matéria de Regina Motta.


AuE Responde: Adolfo, muitíssimo atrasada a minha resposta, desculpe-me! Esta questão da destruição da flora nativa é realmente muito triste e preocupante, não é? Nos sentimos clamando no deserto! Mas, pelo menos , façamos a nossa parte!




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