Representação Gráfica em paisagismo

Autor: Guilherme Motta de Oliveira - Data: 14/01/2019

Basicamente, quando não conseguimos explicar uma ideia por meio de palavras, utilizamos uma representação gráfica para explicá-la. Esta noção está presente em diversos ditados populares, por exemplo:
"Entendeu ou quer que eu desenhe?" ou ainda, "Uma imagem vale mais que mil palavras!"



Desenho pre histórico

Dentre as inúmeras representações gráficas, destacamos algumas: O Desenho, a Pintura, a Fotografia, o Cinema, o Vídeo, o Esboço, o Desenho Técnico. Cada uma delas têm sua linguagem e ferramentas que podem ser comuns a outras.

Diferença entre desenho e projeto

É comum observarmos pessoas incorrendo no erro de misturar desenho e projeto como um conceito único. Os conceitos são interligados, sim, mas com definições distintas.

O projeto é a concepção; a ideia espacial; algo que não pode ser expresso por simples palavras. O desenho é a representação gráfica do projeto; é a ideia no papel, ou seja, é a forma que utilizamos para explicar as ideias contidas no projeto.

Basicamente, o projeto irá gerar o desenho para auxiliar na comunicação entre as pessoas envolvidas e na execução da obra.

Apesar de o conceito estar claro, muitas vezes o profissional se perde, passando mais tempo desenhando e cuidando da apresentação do projeto, do que projetando efetivamente. Por exemplo, em alguns casos o projeto é feito em um dia e o desenho demora dois, três, até ficar pronto.
Isso é um erro, pois o nosso objetivo como projetistas não é gerar belos desenhos, é projetar, pensar o espaço, é garantir a qualidade da obra executada.

Nesse contexto, as ferramentas computacionais disponíveis devem ser escolhidas para agilizar o desenho e gerar tempo para que o projeto possa ser estudado.

Por que projetar?

O projeto é um meio de planejar e organizar o espaço que virá a existir. Consiste em colocar no papel, de forma pensada e padronizada, todos os objetos que existirão depois da execução do mesmo e suas relações entre si e com as pessoas.

O mercado de projeto de paisagismo está se profissionalizando. Até pouco tempo era comum encontrar pessoas se denominando "paisagistas" que faziam jardins sem projeto, levando as plantas num caminhão e as distribuindo diretamente no terreno do cliente.Nesses casos, muitas vezes a escolha das espécies ocorre pela boa apresentação da muda e não pela espécie mais indicada para o local. Em alguns anos, com as plantas crescendo além do que o espaço comporta, o jardim torna-se um estorvo e será necessário refazê-lo.

Evolução das técnicas e das ferramentas de representação gráfica: do carvão ao computador

Desde os primórdios de sua história, o homem faz registros de suas ideias e ritos. O desenho foi uma das primeiras expressões gráficas do homem, quando ele pintava, há milhares de anos, imagens de caçadas nas cavernas em que habitava ou pelas quais passava.
O desenho difundiu-se a partir da Renascença com a descoberta do papel e de técnicas cada vez mais apuradas, principalmente a perspectiva.
A partir do século XVI, o desenho desenvolveu-se rapidamente. Paralelamente às pesquisas de pintura, foram descobertos e introduzidos novos materiais de desenho.

Nesse contexto de evolução do desenho, surge a prancheta, que permite um desenho mais correto e mais limpo. Seus utensílios (régua T ou régua paralela, esquadros, compasso, tira-linhas e, posteriormente, caneta-nanquim, réguas e escalas diversas, aranha, normógrafo) vieram facilitar ainda mais a vida do desenhista.

Hoje, com o advento do computador, as pranchetas foram deixadas de lado e os softwares de vetorização, renderização e fotomontagem, permitem um desenho cada vez mais próximo da realidade.

Novos Paradigmas

A palavra paradigma, tão em voga, pode ser entendida como o conjunto de certezas que temos a respeito de determinado assunto e que utilizamos para avaliar como proceder sem termos de voltar e rever tudo a cada decisão.
Porém, os paradigmas sempre mudam. Ao inventar o desenho como conhecemos hoje, Bruneleschi mudou radicalmente a forma do trabalho do arquiteto, pois ele deixou de ser um mestre de obras e passou a trabalhar em um ateliê.

Hoje, a tecnologia traz quebras de paradigmas quase diários. A computação gráfica é uma realidade e as implicações de sua adoção em nossa profissão ainda não estão totalmente absorvidas nem compreendidas. Esses novos conceitos ainda precisam ser assimilados com atenção para que seja possível obter o melhor das novas tecnologias.

Projeto assistido por computador

O termo CAD vem do inglês Computer Aided Design - Desenho Auxiliado por Computador - e é utilizado para toda uma categoria de programas voltados para o desenho técnico em geral.

Os programas de CAD permitem desenhar praticamente qualquer coisa, de um parafuso a um jardim ou uma cidade, porém o que obtemos é somente um desenho, ou seja, em um programa de CAD temos linhas, arcos, planos, etc. O conceito de projeto assistido por computador incorpora mais informação aos desenhos e, dessa forma, passamos a ter paredes, plantas, pavimentos, vegetação, ou seja, mais que desenhos: projetos.

Padronização para facilitar a comunicação

Com s adoção generalizada do desenho digital pela maior parte das empresas e profissionais de projeto, a troca de arquivos do projeto entre os profissionais envolvidos é cada vez maior.
Esse fato gerou uma facilidade muito grande para a comunicação entre escrtórios e empresas, uma agilidade nunca vista e, até mesmo, economia de papel, pois não é preciso entregar uma planta impressa mas apenas um arquivo digital.

Representação gráfica

Estilos de desenhos
Um assunto particularmente extenso é a representação gráfica do projeto. Cada profissional tende a desenvolver uma linguagem gráfica própria, adotando desenhos mais ou menos elaborados, conforme seu entendimento da profissão.
Um exemplo marcante é a linguagem gráfica dos projetos de Burle Marx. Do ponto de vista gráfico, são desenhos simples, com poucas linhas e sem a pretensão de desenhar as plantas como elas são.
Os desenhos de apresentação dos projetos, ao contrário dos desenhos técnicos de execução, permitem ao profissional a liberdade de expressão, independentemente da ferramenta adotada.

Caminhando no sentido de padronizar, agilizar e facilitar o desenvolvimento de projetos de áreas verdes, a AuE Software, empresa 100% brasileira, fruto de uma parceria entre a UFJF, o Sebrae, o CNPq, a Fapemig desenvolveu os softwares AutoLANDSCAPE e PhotoLANDSCAPE.



Obs. A AuE Software vem atualizando os softwares citados, desenvolvendo e lançando novos softwares para paisagismo, irrigação, manutenção de áreas verdes.

Resumo de artigo apresntado no I Simpósio de Internacional de Paisagismo, promovido pela Universidade Federal de Lavras MG, em 2008 e publicado em Coletânea Simpósios de Paisagismo , em 2009

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Representação Gráfica em paisagismo
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