Climas no Brasil e sua utilização a favor do paisagismo
Autor: Cíntia Angélica - Data: 02/12/2025
Ao utilizar, em seus projetos, plantas naturalmente adaptadas ao clima tropical, você promove o aumento da biodiversidade local e acrescenta cores vibrantes e texturas variadas à composição. Como grande parte das espécies tropicais possui folhagem longa, elas contribuem para a criação de sombra e, consequentemente, para o resfriamento do ambiente, além de ajudarem na regulação da umidade.

Outro ponto importante a ser considerado é o dinamismo sazonal, que torna o projeto ainda mais interessante, técnico e esteticamente atrativo.
Há uma grande variedade de plantas tropicais que podem ser incorporadas ao paisagismo, como bananeiras, palmeiras, bromélias, costela-de-adão e outras espécies, como o Oiti, “uma planta de clima tropical e de sol pleno, muito utilizada em jardins tropicais e na arborização urbana, produzindo sombra graças à sua copa frondosa”
fonte:https://repositorio.pgsscogna.com.br/bitstream/123456789/40887/1/MARCIO_RODRIGUES_DO_NASCIMENTO.pdf
É importante lembrar que o Brasil apresenta diversos tipos de clima. Por isso, é fundamental adaptar os projetos às diferentes regiões do país, que incluem climas equatorial, semiárido e subtropical. Saber ajustar o paisagismo conforme cada realidade, e não aplicar um único modelo baseado apenas no clima tropical, fará com que você se destaque entre outros profissionais da área.
Para regiões de clima semiárido, uma boa opção é trabalhar com plantas xerófitas, como cactos e suculentas. Prefira espécies com raízes profundas e caules capazes de armazenar água. Um ponto essencial nesse clima é integrar o projeto paisagístico a um sistema de irrigação adequado, evitando perdas de espécies. O semiárido está presente em todos os estados do Nordeste e também no norte de Minas Gerais. Portanto, conhecer bem o clima e sua localidade é fundamental para atrair clientes que buscam soluções específicas para essa região.
O clima subtropical está presente no sul do estado de São Paulo e nos três estados da região Sul. Sua vegetação varia conforme a altitude: em áreas mais altas predominam os bosques de araucárias, árvores com copa semelhante a um guarda-chuva, excelentes para composições com espécies mais baixas. Já em altitudes menores, predominam as pradarias (campos), que geralmente apresentam solos mais férteis, facilitando a combinação de espécies e ampliando as possibilidades de criação.
O clima equatorial, por sua vez, é um dos mais biodiversos, com fauna e flora extremamente ricas. Em contraste com o solo fértil de áreas subtropicais, o solo equatorial costuma ser pobre em nutrientes. Ainda assim, permite o uso de uma ampla variedade de plantas, desde espécies de pequeno porte, como arbustos, trepadeiras e cipós, até árvores de troncos largos. Esse clima é predominante na região Norte do Brasil, especialmente na Amazônia, além de ocorrer em partes do Centro-Oeste e em áreas do Nordeste, como no oeste do Maranhão.
Essas espécies, entre muitas outras, possibilitam criar projetos mais eficientes, sustentáveis e visualmente marcantes. Além disso, atraem um público que valoriza paisagistas comprometidos com práticas ambientais e com a promoção da biodiversidade local. Uma dica importante é mesclar espécies de diferentes alturas e cores para gerar profundidade e dinamismo ao projeto.
Para transformar todo esse conhecimento sobre espécies e climas em projetos paisagísticos realmente eficientes e visualmente impactantes, os softwares da AuE, como PhotoLANDSCAPE, AutoLANDSCAPE, HydroLANDSCAPE, CalcLANDSCAPE e LandMANAGER, tornam-se aliados essenciais. Com eles, é possível selecionar plantas adequadas a cada região do Brasil, visualizar a composição final em 3D, planejar sistemas de irrigação precisos, calcular custos e materiais, e organizar todo o projeto de forma técnica e detalhada. Dessa forma, você consegue criar paisagismos adaptados a climas tropicais, subtropicais, equatoriais ou semiáridos, promovendo biodiversidade, conforto ambiental e estética de alto nível, enquanto otimiza tempo e recursos em cada etapa do projeto.
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